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15/07/2026 11:25

Reforma Tributária entra em nova fase e empresas precisam adequar notas fiscais até agosto

 

 

Mudanças passam a ser obrigatórias nos documentos fiscais eletrônicos e exigem atualização de sistemas, cadastros e processos internos

 

A Reforma Tributária começa a deixar o campo das discussões e passa a impactar diretamente a rotina das empresas brasileiras. A partir de agosto, os sistemas autorizadores passarão a exigir o correto preenchimento dos novos campos referentes ao Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) nas notas fiscais eletrônicas.

A mudança representa mais um passo na implantação do novo modelo tributário nacional e exige atenção das empresas, especialmente aquelas enquadradas no regime regular de tributação, como Lucro Real e Lucro Presumido.

Embora a obrigatoriedade de informar os novos tributos exista desde o início deste ano, o período de flexibilização concedido para adaptação dos sistemas está chegando ao fim. Com isso, documentos fiscais emitidos sem as informações exigidas poderão ser rejeitados, comprometendo faturamentos, vendas, entregas de mercadorias e outras operações comerciais.

Para o presidente do Sindicato dos Auditores Fiscais do Rio Grande do Norte (SINDIFERN), Márcio Medeiros, esse momento marca o início da fase prática da Reforma Tributária.

“A Reforma Tributária entra agora em uma etapa decisiva. Mais do que uma alteração na legislação, ela exige mudanças nos processos internos das empresas, na tecnologia utilizada e na forma de cumprir as obrigações tributárias. Quem deixar para se adaptar apenas quando as exigências entrarem em vigor poderá enfrentar dificuldades operacionais importantes.”

Além da atualização dos sistemas emissores de notas fiscais, as empresas precisarão revisar cadastros de produtos, mercadorias, clientes e fornecedores, bem como a classificação fiscal das operações e os códigos de tributação utilizados.

Segundo especialistas, erros nessas informações poderão gerar rejeição de documentos fiscais, problemas na formação de créditos tributários e divergências nas futuras apurações dos novos tributos.

 

Mudança vai além da tecnologia

 

Na avaliação de Márcio Medeiros, a adequação não deve ser encarada apenas como uma atualização de software.

“A implementação da Reforma Tributária exige planejamento, qualificação das equipes e integração entre os setores fiscal, contábil, financeiro e de tecnologia. É uma transformação estrutural na administração tributária brasileira e todos os envolvidos precisam estar preparados.”

O presidente do SINDIFERN ressalta ainda que os Auditores Fiscais terão papel fundamental durante todo o processo de implantação do novo sistema tributário.

“Os Auditores Fiscais serão protagonistas nesse período de transição. A atuação técnica da administração tributária será essencial para garantir segurança jurídica, orientar os contribuintes e assegurar que a implementação da Reforma ocorra com eficiência, transparência e respeito às novas regras.”

 

Ano de testes exige atenção

Embora 2026 seja considerado um período de transição para o IBS e a CBS, o cumprimento das obrigações acessórias já assume papel estratégico para empresas e administrações tributárias.

A correta emissão dos documentos fiscais permitirá que os sistemas sejam testados, que inconsistências sejam corrigidas e que a implantação definitiva do novo modelo ocorra de forma mais segura.

 

Série especial

Esta reportagem integra a série “Reforma Tributária na Prática”, produzida pelo SINDIFERN para explicar, de forma simples e acessível, as principais mudanças do novo sistema tributário brasileiro e seus impactos para empresas, cidadãos e para a administração tributária.

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